Se você procura pelo Google ImageFX, ele não existe mais. Foi desligado em 30 de abril de 2026 e incorporado ao Google Flow, o estúdio criativo de IA do Google. O Flow cria imagens a partir de uma descrição em texto, o chamado prompt, usando a família de modelos Nano Banana. Hoje o plano gratuito roda no Nano Banana 2 Lite, mais rápido e mais simples de usar. Os planos pagos liberam o Nano Banana 2, para gerar em lote com mais velocidade, e o Nano Banana Pro, com mais controle sobre composição e texto dentro da imagem. O Flow também gera vídeo pelo Veo, o modelo de vídeo do Google.
O Flow serve tanto para quem só quer digitar um prompt e baixar uma imagem quanto para quem trabalha com produção audiovisual e precisa transformar uma imagem gerada no primeiro frame de um vídeo. O diferencial em relação a ferramentas como Midjourney ou DALL-E é justamente esse: imagem e vídeo compartilham o mesmo espaço de trabalho, e uma alimenta a outra sem precisar exportar nada.
A camada gratuita é real: 50 créditos por dia, sem precisar de cartão de crédito. O que fica de fora é o controle fino do Nano Banana Pro, como a renderização de texto mais precisa dentro da imagem, reservado para quem assina um dos planos pagos. Se você tinha projetos salvos no ImageFX ou no Whisk, a outra ferramenta que o Google fundiu no Flow na mesma leva, o prazo para migrar já passou. O que não foi movido para a biblioteca do Flow até 30 de abril de 2026 foi apagado de forma permanente.
O que você precisa para começar
- Conta Google: é o único login aceito. Não existe cadastro por e-mail separado.
- Idade mínima de 18 anos: o Flow pede confirmação de idade no primeiro acesso, diferente do antigo ImageFX, que não tinha essa barreira.
- Região com suporte: o Brasil está entre os mais de 140 países liberados. Se o acesso falhar, o problema costuma ser navegador ou extensão, não bloqueio regional.
- Navegador: o Flow é construído e testado principalmente no Chrome. Edge, Safari e Firefox têm relatos de falha na geração e problemas de carregamento; se a tela travar, tentar no Chrome costuma resolver.
- Custo: gratuito para começar, com 50 créditos renovados todo dia (não acumulam de um dia para o outro), rodando no Nano Banana 2 Lite. Para usar o Nano Banana 2 ou o Nano Banana Pro com mais volume, os planos pagos no Brasil começam em R$ 24,99/mês (Google AI Plus, 200 créditos mensais), passam por R$ 96,99/mês (Google AI Pro, 1.000 créditos) e chegam ao Google AI Ultra, de R$ 779,90/mês a R$ 999,90/mês, com 10 mil a 25 mil créditos conforme o nível.
- Onde acessar: labs.google/fx ou diretamente por flow.google.com, ambos redirecionam para o mesmo produto.
Geração de imagem simples costuma custar entre 1 e 2 créditos, o suficiente para gerar dezenas de imagens por dia mesmo sem assinar nada. Vídeo consome muito mais: um clipe no Veo 3.1 no modo de mais qualidade chega a custar 100 créditos numa única geração.
Passo a passo: primeiros 10 minutos
- Acesse labs.google/fx e clique em “Fazer login com o Google”. Use a mesma conta que você já usa no Gmail ou no Drive.
- Confirme sua idade se for a primeira vez. O Flow exige 18 anos ou mais e pode pedir verificação por selfie ou por foto de documento.
- Escolha “Criar imagem” na tela inicial. O Flow também oferece “Criar vídeo” e ferramentas de projeto (cenas, histórias); ignore essas por enquanto.
- Digite um prompt no campo de texto central e clique em gerar (ou aperte Enter). A ferramenta processa em poucos segundos e mostra o resultado na tela.
- Veja o contador de créditos no canto da interface. Cada geração desconta na hora, então dá para acompanhar quanto sobrou do limite diário.
- Baixe a imagem clicando no botão de download que aparece ao passar o mouse sobre o resultado, ou continue editando direto na mesma tela.
Não existe período de tutorial obrigatório nem tour guiado. A interface já abre pronta para gerar, uma herança direta do ImageFX, que também priorizava ir direto ao ponto.
Como criar sua primeira imagem
Os modelos Nano Banana do Flow respondem melhor a prompts organizados em cinco partes: sujeito, composição, ação, localização e estilo. Um exemplo completo:
“Uma xícara de café fumegante sobre uma mesa de madeira rústica. Ângulo levemente de cima, foco raso com fundo desfocado. A fumaça sobe em espiral suave. Cena em uma cafeteria com luz da manhã entrando pela janela à esquerda. Estilo de fotografia editorial minimalista, tons quentes.”
O sujeito, “uma xícara de café fumegante”, é o que precisa aparecer na imagem, descrito com detalhe suficiente para não deixar dúvida. A composição, “ângulo levemente de cima, foco raso”, diz como a câmera enquadra a cena, usando termos técnicos de fotografia. A ação, “a fumaça sobe em espiral suave”, descreve o que está acontecendo, mesmo numa imagem parada. A localização, “cafeteria com luz da manhã”, situa onde a cena se passa e como é a luz. Já o estilo, “fotografia editorial minimalista, tons quentes”, define a estética final: muda o resultado completamente mesmo com o mesmo sujeito.
O resultado esperado é uma imagem coerente com os cinco elementos. Segundo o Google, o Nano Banana 2 segue instruções de enquadramento e iluminação com mais precisão do que o Imagen 3, o modelo que o ImageFX usava antes. Se algo sair errado, o primeiro passo é reler o prompt e ver qual das cinco partes ficou vaga demais.
Técnicas intermediárias
Depois de gerar uma imagem, dá para pedir mudanças em texto puro, sem regerar do zero. Pedidos como “deixe o céu mais escuro” ou “troque o ângulo da câmera para de frente” funcionam como comando de edição. É a edição por linguagem natural, um dos pontos fortes do Flow desde o início do produto.
O Flow também aceita até 14 imagens de referência numa mesma geração, combinando elementos de cada uma no resultado final. O Nano Banana 2 é o modelo padrão do Flow desde fevereiro de 2026. Com ele, essa combinação mantém a consistência de até 5 personagens diferentes numa mesma composição, útil para quem cria conteúdo com o mesmo rosto ou objeto em várias cenas.
O formato de saída (quadrado, retrato, paisagem ou widescreen) é selecionável antes de gerar, útil para quem já sabe onde a imagem vai ser publicada. Veja mais sobre isso no nosso guia de aspect ratio. Uma imagem gerada também pode ser redimensionada automaticamente para outros formatos sem perder o enquadramento principal, o que ajuda quem precisa da mesma peça em tamanhos diferentes, como um post quadrado e um story vertical.
Técnicas avançadas
O fluxo de trabalho do Flow segue três etapas: Plan, Create e Refine. No Plan, um agente ajuda a estruturar a ideia antes de gerar. No Create, a imagem ou o vídeo é produzido. No Refine, entram os controles finos de edição iterativa. É diferente do ImageFX, que não tinha essa camada de planejamento: era prompt direto e resultado, sem intermediários.
O Nano Banana Pro fica disponível a partir do Google AI Plus, mas é o modelo padrão para quem assina o Google AI Ultra. Nele, o upscale (aumentar o tamanho da imagem em pixels sem perder qualidade) chega a 4K, resolução suficiente para impressão grande ou tela cheia. O modelo também renderiza texto legível dentro da imagem em vários idiomas, incluindo português, com boa taxa de acerto em palavras curtas como títulos e placas. Para quem trabalha com dados, o Nano Banana Pro monta infográficos com números reais, aproveitando a etapa de raciocínio do modelo para gerar gráficos e diagramas com informação correta, não só decorativa.
Uma imagem gerada no Flow também pode virar o primeiro frame de um vídeo no Veo, sem precisar exportar e reimportar em outra ferramenta.
Todas as imagens geradas carregam uma marca d’água digital invisível chamada SynthID, que dá para verificar dentro do app Gemini. É um detalhe que a maioria dos usuários nem percebe, mas que importa para quem trabalha com conteúdo que precisa provar origem.
Limitações e problemas comuns
O problema mais reportado em 2026 não é de qualidade de imagem. É de estabilidade. Usuários relatam falhas recorrentes em que a geração trava perto dos 99% e não conclui. O erro identificado como “Error 253” passou a aparecer com frequência depois do Google I/O de maio de 2026, especialmente em horários de pico. Ele ainda estava sendo reportado por assinantes pagos no fórum oficial de desenvolvedores do Google em setembro de 2026. Quando isso acontece, o crédito consumido normalmente não é devolvido de forma automática, e registrar o problema pelo suporte ajuda se ele acontecer com frequência.
Um detalhe que pegou a nossa equipe de surpresa ao atualizar este texto: o nome do modelo mudou de novo. Quem guardou um tutorial ou print antigo com só “Nano Banana”, sem número, não vai achar mais essa opção sozinha na lista de modelos. O gratuito agora é o Nano Banana 2 Lite, e os pagos são o Nano Banana 2 ou o Nano Banana Pro. Antes de seguir qualquer tutorial anterior a fevereiro de 2026, confira o nome exato do modelo na tela: ele provavelmente mudou.
Outro ponto real: a migração forçada do ImageFX e do Whisk irritou quem não estava acompanhando o cronograma. Projetos antigos que não foram movidos manualmente para a biblioteca do Flow antes de 30 de abril de 2026 foram apagados. Não existe recuperação retroativa.
O sistema de créditos também confunde no começo. O ImageFX antigo era gratuito e sem limite rígido dentro de um uso razoável. O Flow é diferente: desconta crédito a cada geração, e os 50 créditos diários gratuitos não acumulam. O que sobra hoje não passa para amanhã. Para quem gera vídeo com frequência, o limite gratuito acaba rápido. Um clipe no Veo 3.1 no modo de mais qualidade consome até 100 créditos numa única geração; não confirmamos um valor fixo para os modos intermediários, que variam conforme a duração e a proporção escolhida.
O acesso também pede conta Google e confirmação de maioridade, uma barreira a mais que o ImageFX não tinha. Isso pode pegar de surpresa quem estava acostumado com o fluxo antigo, mais aberto. A verificação de idade pode pedir uma selfie ou uma foto de documento. Um sistema separado processa essa imagem e informa ao Google só se a idade mínima foi confirmada, sem compartilhar a foto em si com o resto da conta.
Quando usar o Google Flow vs alternativas
Use o Google Flow quando o plano inclui gerar vídeo a partir da imagem, ou quando já usa outras ferramentas do ecossistema Google no dia a dia. Vale também para quem quer testar um dos modelos gratuitos mais fortes da categoria, o Nano Banana 2 Lite.
Para quem quer só uma imagem rápida sem criar conta em nada além do WhatsApp, o Meta AI resolve com menos fricção. Para quem vai usar a imagem dentro de um design pronto (post, apresentação, banner), o Canva evita o passo extra de exportar e reimportar. Para tipografia complexa dentro da imagem, o Ideogram ainda tem vantagem em consistência de fonte. E para fotorrealismo de estúdio ou controle avançado de estilo, Midjourney e Stable Diffusion continuam à frente. Veja a comparação completa das opções gratuitas em melhores ferramentas gratuitas de IA para imagens.
Antes de gerar qualquer imagem, revise nosso guia de como escrever prompts para IA: os princípios valem para o Flow tanto quanto para qualquer outra ferramenta.
FAQ
O que aconteceu com o Google ImageFX? Foi descontinuado em 30 de abril de 2026. O Google fundiu o ImageFX e o Whisk no Google Flow, que passou a usar a família de modelos Nano Banana em vez do Imagen 3.
O Google Flow é gratuito? Tem uma camada gratuita real: 50 créditos por dia, sem precisar de cartão de crédito, rodando no modelo Nano Banana 2 Lite. Os recursos do Nano Banana Pro, como upscale em 4K e renderização de texto mais precisa, ficam nos planos pagos, a partir de R$ 24,99 por mês.
Dá para recuperar imagens antigas do ImageFX? Não, se elas não foram migradas manualmente para a biblioteca do Flow antes do prazo de 30 de abril de 2026. Depois disso, o Google apagou o que não foi movido.
Qual a diferença entre Nano Banana 2, Nano Banana 2 Lite e Nano Banana Pro? O Nano Banana 2 Lite é o modelo padrão do plano gratuito: rápido, com qualidade boa o bastante para a maioria dos usos do dia a dia. O Nano Banana 2, liberado nos planos pagos, gera com mais velocidade ainda e já sai em resolução maior. O Nano Banana Pro é o mais avançado dos três, com controle fino de composição e texto dentro da imagem, e é o modelo padrão para quem assina o Google AI Ultra. O modelo antigo, chamado só de “Nano Banana”, sem número, foi substituído por essa família em fevereiro de 2026.
Preciso pagar para usar o Flow? Não, para uso básico de imagem. O plano gratuito cobre geração simples com o Nano Banana 2 Lite. Pagar só faz sentido se você usa muito, quer o Nano Banana 2 ou o Nano Banana Pro para resolução maior, ou pretende gerar vídeo com frequência.
O Google Flow serve para gerar vídeo também? Sim. É o mesmo espaço de trabalho usado para o Veo, o modelo de vídeo do Google. Dá para usar uma imagem gerada no Flow como frame inicial de um vídeo, sem trocar de ferramenta.
Por que minha geração trava e não termina? É um problema conhecido em 2026, ligado a uma falha de sincronização de cota nos servidores do Google, batizada de “Error 253”. Ela apareceu depois do Google I/O de maio de 2026 e ainda era reportada por assinantes pagos em setembro de 2026. Não há solução garantida do lado do usuário além de tentar novamente mais tarde: o crédito consumido nem sempre volta de forma automática.
Preciso ter mais de 18 anos para usar o Google Flow? Sim. Diferente do ImageFX antigo, o Flow exige confirmação de idade mínima de 18 anos no primeiro acesso, por selfie ou por documento.
O Google Flow entrega hoje um dos modelos de imagem gratuitos mais fortes do mercado. Mas chegou com mais fricção do que o ImageFX que substituiu: conta obrigatória, confirmação de idade e um sistema de créditos que precisa ser entendido antes de virar rotina. Para quem só quer testar geração de imagem por IA sem gastar nada, ainda vale a pena. Só não espere o mesmo acesso solto de antes.
Se a instabilidade for um problema recorrente na sua rotina de trabalho, ter uma alternativa paga de reserva ajuda, como o Midjourney ou o DALL-E via ChatGPT.